Estive aqui da última vez dizendo que, por recomendação médica, estava sem postar. Bem, já se foi um bom tempo, mas chegou um momento em que é necessário não dar vazão à depressão e isso significa, dentre outras coisas, evitar mergulhar nos pensamentos depressivos escrevendo sobre eles. Hoje eu vou dizer apenas como anda meu tratamento.
Continuo indo à psiquiatra, tomando medicamentos combinados e regularmente e realmente não pensando na doença. Vivo um dia de cada vez, sejam bons ou ruins, e sim, tenho recaídas de humor e ansiedade vez ou outra. Estive num neurologista que me recomendou dois exames – mapeamento cerebral e polissonografia – que fiz (e posso comentar depois, caso alguém se interesse em saber como foi) e cujo resultado serviu de fundamento para a indicação de um tratamento novo, chamado Estimulação Magnética Transcraniana. É uma coisa muito estranha que já é prática no exterior e que aqui ainda não foi aceita pelo Conselho Federal de Medicina, o que leva a crer que ainda é experimental. Mas o custo é muito alto e nem cogitamos fazer.
Aí chegou aquela velha nuvem de psicossomatização: todos os dias dores, alergias, constipação, sinusite, reumatismo e tal e tal e tal. Saí por aí fazendo turismo em clínicas e consultórios de várias especializações diferentes, fiz ressonâncias magnéticas, raios-X, exames de sangue, de secreção, de sono, de cérebro, de ouvido, de nariz, de garganta, de pele, e vi uma gaveta cheia de caixas e frascos de remédios à minha cabeceira. Apavorei, decidi pausar a coisa com alguns tratamentos e me foquei naqueles que são mais urgentes. Acho que assim vai ser melhor e mais tranquilo.
Ainda não estou trabalhando, engordei mais uns quilos e não tô aguentando fazer atividade física por causa de um enorme cansaço e das dores nos pés, pernas e costas. Tá difícil resolver isso.
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