
Eu estava aqui fazendo uma faxina no painel do blog, lendo rascunhos de postagens que nunca publiquei, deletando algumas coisas, organizando os marcadores, enfim. Encontrei coisas que me fizeram pensar bastante. Uma delas é esse texto aí embaixo. Eu o escrevi em algum momento entre Julho de 2010 e março de 2011, quando eu estava arrasada com os rumos do meu casamento, no auge de uma crise depressiva que me levou ao TOC, à automutilação, ao pânico, à total perda de sentido da minha vida.
Eu li isso aí e fiquei tentando localizar esse sentimento... não consegui. Tenho apenas uma lembrança o quanto foi ruim e difícil enfrentar tudo isso sozinha, mas hoje estou tão melhor, equilibrada, de bem comigo mesma e com a vida, que parece um passado muito, muito distante. Nesse texto eu estava falando do meu ex-marido e do meu sentimento de perda diante do que estava acontecendo, muito diferente de palavras amorosas que escrevi aqui quando ele entrou em minha vida (veja aqui uma parte, e outra aqui).
"Tirou tudo de mim. Fez uma devassa em minha vida. Destruiu minha autoestima e a capacidade de fabricar outra. Acabou com minha capacidade de olhar para a frente, com meu espírito desbravador, com a garra que me trouxe até esse ponto da vida. Me convenceu do quanto não sou mais bonita, nem inteligente, nem capaz, me fez perder a fé em mim mesma, a coragem de enfrentar a vida e qualquer um que cruzasse o meu caminho. Ele me fez perder a fé no ser humano, a mínima confiança que eu guardava para alguém. Por ele eu joguei fora todas as pequenas coisas que eu guardava com tanto carinho, todas as boas recordações e alguns amigos bons de conversa. Tudo fiz, tudo deixei pra trás...".
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