Não podemos controlar o curso dos acontecimentos. Todos os dias podemos, porém, escolher participar de forma ativa ou passiva no processo universal de transformação contínua.
Optar por olhar para o mundo em que vivemos e para a nossa própria vida fixando a atenção naquilo que neles há de agradável ou no que, neles, é cinzento e penoso.
Está em nossas mãos encarar cada novo dia como uma oportunidade para alterar ou recomeçar algo na nossa vida que lhe renove o encanto.
Basta cumprimentá-lo com um coração sorridente, alegria e confiança, acreditando que algo de novo poderá acontecer-nos.
O mais importante não é o resultado, mas sim o empenhamento que pomos naquilo que fazemos. A forma como, para chegar onde quer que seja, utilizamos aquilo de que dispomos.
Podemos deixar de ser vítima das circunstâncias da nossa vida, quaisquer que elas sejam. E é por termos esta possibilidade que somos seres livres.
Trata-se de viver simplesmente o momento presente.
Se mergulharmos profundamente no momento presente, respondendo a desafios e acreditando que as atuais circunstâncias em que nos encontramos são exatamente as necessárias para avançarmos pelos caminhos da vida, toda ela pode tornar-se extraordinária e ser celebrada em cada novo dia que começa como uma oportunidade de renascimento.
Não ficamos, então, presos ao passado nem àquilo que já fomos. Questionamos, examinamos, exploramos, avaliamos. Mudamos de idéias. Descobrimos novas realidades. Empenhamo-nos. Recomeçamos continuamente.
Em vez de passar a vida preocupados com o que os outros acham de nós, se nos aprovam ou desaprovam ou em corresponder-lhes às expectativas, somos levados a ouvi-los e compreendê-los.
E a ver que, tal como nós, qualquer deles tem as suas limitações. Mas é também habitado pelo ilimitado.
Cada um tem o seu caminho a percorrer, nesta vida que é uma viagem que não acaba mesmo quando a nossa caminhada chega ao seu termo.
Conscientes de que nenhum instante da nossa vida se repetirá – nunca teremos uma nova oportunidade para viver o atual momento -, encaramos a realidade do fim, do nunca mais. O mistério último: o para lá da morte.
Enfrentar o fato de que um dia morreremos elimina-nos o medo da morte. Os horizontes alargam-se.
Deixamos de nos preocupar em controlar a nossa vida e a dos outros. Passamos a apreciar mais as pequeninas coisas do dia-a-dia. Estendemos as mãos. Abrimos os braços. E vivemos em paz.
Maria José Costa Félix em http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=4815
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