8 de dez. de 2010

O fantasma do natal passado.

Em dezembro passado, não sei exatamente em quais dias, estávamos à procura de nossa primeira árvore de natal. Lembro perfeitamente o que eu sentia, a euforia, a alegria em poder planejar minha primeira ceia de natal para a minha família.
Estariam conosco os nossos filhos, os do meu marido, menos a minha filha, que não poderia vir para Brasília. Então fizemos planos, compramos a árvore, os enfeites e muitas luzes para decorar a sacada do apartamento. Era um sonho realizado. Eu fiz o jantar, os meninos vieram para dormir com a gente, trocamos presentes, brincamos. Num momento tenso, ele (sem letra maiúscula apartir de agora), ficou nervoso com não-sei-o-que e bateu portas, falou alto, acabou com a festa. Mas mesmo assim foi o natal dos meus sonhos.
Esse ano, o natal anda solto por aí, mas nem uma de suas luzinhas está acesa dentro de mim. Eu fico o tempo todo pensando naquela nossa árvore que está embalada em algum lugar do apartamento dele. Fico pensando na noite de natal, como será, para mim, para ele. Eu ainda me pego fazendo os planos da ceia de natal, como se fosse tudo ainda como antes, e isso dói. Tudo está tão amargo nos lábios, tudo está tão triste, tão angustiante. E eu quero pensar que não apenas eu estou sentindo isso. Eu preciso acreditar nisso. Dentro do meu coração, tudo o que mais quero é passar a noite de natal com o homem que eu tanto amo, o meu marido, aquele que me pediu em casamento.
Mas, não aquele que me considera o terceiro maior erro da vida dele.

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