Eu estou aqui, de volta ao começo de tudo, mesmas ruas, mesmos caminhos, e um buraco enorme aberto à minha frente, do qual estou tentando desviar. Há doze dias eu me dividi em duas partes e fui separada de uma delas. Daí os dias agora são cinza, um após outro. As horas são completamente vazias e lentas, arrastadas. E é muito triste estar escrevendo isso sabendo que ALGUÉM vai dizer que estou fazendo drama.
Meu cachorro perdido reapareceu depois de meses, e sem que ninguém o procurasse.
Minha filha tem estado agressiva comigo, revoltada, completamente frustrada.
Ainda não cheguei em casa, e é como se eu estivesse viajando por aí. Minha casa ainda não existe, ainda estou no mundo, ainda não tenho nada.
Apenas preciso manter a certeza de que tudo isso vai passar. Ou quase tudo, pois há algo que eu ainda não quero que passe.
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